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07 janeiro 2010

O QUE DEFINE MODA ALTERNATIVA?

Peguei este post de um site bacana que vi hj chamado The Lifer.

Fotografias de um desfile de moda alternativa punk, gótica, fetishe e pin up que aconteceu, dentro de um vagão, em uma estação de metrô no centro de Berlin em julho deste ano.




Ele disse que a moda alternativa está cada vez mais com menos espaço aqui em São Paulo. Eu mesmo batalho para conseguir novos pontos de vendas para mostrar mais e vender mais as camisetas The Lifer e o retorno positivo disso não passa de 5% depois de eu ter feito vários e vários contatos. É por isso que eu busco outras maneiras de divulgar mais o meu trabalho. Tenho vários projetos em andamento. Não gosto de fazer as coisas pela metade. Se alguém se interessar e quiser fazer parte do meu grupo de fashion/estilo/under design é só dizer....

EU DIGO QUE A MODA ALTERNATIVA ESTÁ GANHANDO ESPAÇO, MAS REALMENTE OS INVESTIMENTOS E ESFORÇOS PARA ESTA ÁREA PRECISAMCAMINHAR MUITO PARA ACOMPANHAR O CRESCIMENTO DO ESPAÇO. POR ISSO A SENSAÇÃO DE REGREDIR. TOMARA QUE O VOVÓTINHARAZAO AJUDE! =)

O QUE ME DEIXA ENCUCADA É QUE QUANDO FALAMO SDE MODA ALTERNATIVA SEMPRE APARECE UM GÓTICO OU UMA BRUXA. MODA ALTERNATIVA PODE CONTEMPLAR ESTES ESTILOS MAS É MUITO MAIS QUE ISSO. É GRUNGE, GEEK, INDIE, HIPPIE, 80´S, UNDERGROUND, 50´S, ETC... OU É FALTA DE CONHECIMENTO DA GALERA...OU É PRECONCEITO. FICO COM A PRIMEIRA OPÇÃO.

VALEU!!!!! LUD FIGUEIREDO

26 julho 2009

Ela é gloriosa, Florence Foster Jenkins


Assisti no Teatro Procópio Ferreira a peça com Marília Pêra, Gloriosa. Acho que fazia tempo que não via a interpretação dela e fiquei surpresa com o pique dessa mulher!

Mas o melhor de tudo foi ver que toda interpretação é baseada em fatos reais. Florence Foster Jenkis era a típica "nerd zuada que não se enxerga". Sem preconceitos da minha parte, pois eu adoro conversas nerds; o fato é que existem pessoas que pedem para ser zuadas com as atitudes que tem.

Ela distorce a realidade e vive feliz no mundo da fantasia. Será? Será que ela não esconde os sentimentos pois percebe que não tem talento e finge não perceber, finge acreditar na fantasia? Enquanto achamos que ela estava enganada, na verdade, ela nos enganava... Enfim, mas quem é ela? História da Florence

Não vou me prolongar em sua história pois existem fontes mais completas, mas resumidamente ela era uma herdeira milionária que investiu em sua própria carreira de cantora à força, para realizar seu grande sonho. Acontece que ela era sempre um desastre. Cafona, desafinada e sem ritmo, mas tinha um carisma grande com as pessoas, o que amenizava muito a situação.

Suas apresentações era sempre hilárias para a platéia. A peça em cartaz e as fontes na internet contam mais detalhadamente sua trajetória e o fim de sua vida.

Quer uma palhinha?



Lud Figueiredo

12 abril 2009

Homenagem à Francesa!

As Bicicletas de Belleville

Hoje assisti o filme As Bicicletas de Belleville, de Sylvain Chomet, um desenho animado fora dos padrões atuais, que traz muitas analogias e de tão cuidadoso, ressalta peculiaridades em seus detalhes (para entender tem que assistir =) ). Fantástico. Não me alongarei sobre o filme pois minha opinião é resumidamente a mesma que todas encontradas no Google.

Canções de Amor

Refletindo sobre o filme, que possui uma trilha MARAVILHOSA ou MERVEILLEUX, como quiserem, me fez lembrar do filme Canções de Amor (Les Chansons d'amour), do Christophe Honoré.

Este filme eu assisti há cerca de um ano e estive este tempo todo em busca da trilha sonora. Finalmente, hoje, encontrei e tornei a minha vida mais feliz! =)

O Fabuloso Destino de Amelie Poulain

Exagero? Acho que não. Foi como assistir Amelie Poulain, de Jean-Pierre Jeunet, pela primeira vez...

O cinema francês vicia. Possuium excelente repertório e grandes artistas atuantes ou produtores que fazem grandes obras na indústria cinematográfica, muitas vezes ( comparando com os dias atuais) inexploradas.

Para os fãs de carteirinha, seguem algumas úsicas no meu Blip.FM: http://blip.fm/LudFigueiredo

Procurar por: Yann Tiersen e Alex Beaupain
Blip FM da Lud

06 janeiro 2009

Cabeça aberta - Campus Party 2009


(foto de Fernando Sciarra)

Um dia, trabalhando na Endeavor, conheci o Bob Wollheim, um empreendedor e voluntário do instituto que ao ouvir o nome já imaginei que seria um executivo de terno e gravata. Eis que presencialmente, encontro um cara estiloso, mente aberta e com uma visão do futuro "a la Cris Anderson", não apenas dizendo sobre a economia do gratuito, mas colocando-a em prática com sua revista gratuita, a Results On.

O que posso dizer do Bob é que ele representa tudo o que a sociedade precisa nos dias de hoje, seja on ou off line, pois empreender é fazer muito com pouco, é ter um sonho grande e correr atrás dele independente dos recursos disponíveis. O Bob BOTA PRA FAZER e busca incansavelmente transmitir conhecimento e informação a todos.

Ele é um dos primeiros caras a levar termos como "fundos de investimentos, start-ups, pesquisas e etc, de uma forma moderna e simples de se ler, para jovens e consumidores de.... Mica, por exemplo!

Bob está onde menos se espera e onde mais se precisa. Aceita idéias diversas e democratiza a informação.

Não percam sua participação no Campus Party 2009 - de 19 a 25 de janeiro!!!

25 agosto 2008

DENTE POR DENTE - Turma do Bem



Temos muito o que fazer pelo nosso país.

Parabéns Turma do Bem!

Quem quiser conhecer mais sobre a ONG acesse: www.turmadobem.org.br

DON´T BE CRUEL....UHHHHHH



Esse é o orgulho da mamãe!!!! Fud cantando com Veras... como já intitulado, Elvis não morreu, só perdeu o topete!

07 agosto 2007

Eu não morri, Nickopoulos.


Já que estamos a alguns dias de reviver os 30 anos da morte de Elvis, nada melhor do que lembrar a sua vida. Em 16 de agosto de 1977, o Rei do Rock vira manchete nos jornais (como se nunca o tivesse sido).

Elvis provavelmente usou drogas ilícitas como cocaína, maconha e etc em algum momento de sua vida (o que acredito eu que foi em sua estadia no exército), mas nunca de forma crônica e não chegou a se viciar em nenhuma delas. Fumava cigarro esporadicamente, como em algumas fotos raras, mas, o que está provado é o seu vício em medicamentos, perdendo totalmente o controle a partir dos anos 70, quando o Dr. George Nickopoulos receitava abusivas doses de medicamentos para ele. Elvis era uma pessoa complexa em sua vida pessoal e artística, de temperamento bipolar, hipocondríaco, o que talvez explique a alta quantidade de remédios que ingeria. Tinha problemas no cólon, com horríveis dores, além de problemas no fígado e, essas enfermidades, deterioraram todo o seu organismo e provocaram o mal cardíaco.

O que me faz dedicar este espaço a ele e a explicar o porquê de ser o Rei do Rock, vai além de sua maior virtude, o timbre de voz inigualável, a força interpretativa em seus shows e seu ritmo. É a minha interpretação que vale a celebridade.

A long time ago…
Doze anos. Minha amiga com um pôster dele no fichário.
- Quem é? – perguntei eu.
- Este é o Elvis. Sou fã. – respondeu ela com o maior orgulho.
- Nossa, que legal (nota-se comentário sem entusiasmo). O que ele canta mesmo?
- Hoje à noite terá um documentário dele na Sony, se quiser assistir...

Nem dei ouvidos.
Em casa, tarde da noite, vendo TV com minha mãe, eis que ela “calha” de colocar no tal canal. Em princípio, achei fútil. Um batalhão de mulheres com roupas bufantes em volta de um quadrado, gritando, chorando e borrando a maquiagem por um cara que sorria com a boca torta e que, de tanto couro preto, parecia ter por baixo um “cuecão de couro”. Falava meio mole, de lado, mandando piscadinhas e beijinhos para a platéia. Péssimo.

Continuei a ver. O entrevistador entre uma música e outra ria junto com o público das respostas bem-humoradas de Elvis. Sua simplicidade invadia o palco. Não esquecia de ninguém da sua banda. Não negava suas origens humildes. Falava coisas nojentas que estrela alguma de cinema se propuseria a comentar na TV. Era engraçado. Era ele mesmo.

Sua risadinha de lado me fez cair com a cabeça ao ombro e suspirar fundo sorrindo. EPA! O que é isso? Amanhã tenho que “zoar” minha amiga...mas.... que vozeirão! Que animado...super agitado. Envolvia a todos. Pronto. Gostei.

No dia seguinte, pedi tudo o que era possível para minha amiga e quis saber tudo sobre a vida de Elvis.

Ele era tudo o que admirava em alguém:

1- Um jovem revolucionário e corajoso que enfrentou críticas e preconceitos tanto da sociedade quanto de um grupo musical seletivo (R&B e Gospel eram estilos musicais apenas cantados por negros até então).
2- Um menino sonhador e ambicioso que apesar de não ter perspectivas de carreira, não deixou de tentar quando a oportunidade surgiu.
3- Usava roupas inusitadas em shows – era o verdadeiro astro.
4- A fama nunca esteve acima de suas paixões, sempre manteve a humildade perante a todos.
5- Cultivava amigos. Cativava-os.
6- Dava atenção a todos. O maior exemplo de carisma que conheço (talvez sirva para um estudo de política populista).
7- Amava com fervor e explicitamente sua mãe e sua ex-mulher.
8- Chorava na frente de milhares se fosse preciso.
9- Era cantor, dançarino, ator, compositor.
10- Tinha amor inconcebível pela mãe e fazia o impossível para a felicidade dela.

Elvis na sociedade:
11- Introduziu uma nova cultura.
12- Abriu as portas para o Marketing, de forma explícita e aproveitada ao máximo (sou publicitária, logo isto para mim é genial).
13- Pioneiro na revolução cultural do século XX.
14- Primeiro “mega-star” da música popular.
15- Influenciou toda a história do Rock que se sucedeu.
16- Rebelde que quebrou paradigmas, conservadorismos e censuras mobilizando de forma irreversível todos os jovens da época para o “rockabilly”.


Ele ultrapassou a justificativa de possuir apenas um rostinho bonito para fazer sucesso.

Porém, para mim, o principal é sentir a energia que ele transmitia a todos, a paixão que ele tinha no trabalho e aí, surge o motivo pelo qual ele passava horas acordado, ensaiando e trabalhando seguido de volumes e mais volumes de medicamentos para agüentar a maratona.

Seguido de sua paixão e dedicação pelo que fazia, Elvis é, para mim, o maior exemplo de perseverança que, apesar das dificuldades físicas, psíquicas e da mídia destrutiva, ele foi até o fim, com glória e dando o melhor de si, sem se abalar com seu estado e superando suas dores. “Ainda que portador de imagens constrangedoras de sua fisionomia e condições físicas, o programa da CBS, Elvis in Concert, mostrou-nos um profissional despojado e empenhado em tentar superar-se e apresentar-se da melhor forma possível”.
O que para muitos seria uma tragédia ver o fim da carreira daquela forma, para ele, era mais um grande show aos que o elegeram o Rei do Rock. Isto para mim é emocionante!

Elvis sempre deixará viva esta chama de vencedor em mim. É incrível como o acho bonito e sorrio ao vê-lo mesmo gordo, suando, tomando coca-cola, com a toalha molhada no pescoço e os pêlos saindo do macacão, tocando piano fora do ritmo que tinha antigamente e enrolando a língua para cantar por causa dos medicamentos como ocorreu em seu último show em 77.

Ele nunca quis ser super herói. Mostrava quem era e para quê veio. E mesmo sem poderes mágicos e capa voadora, foi eternizado.
Tudo isso por causa de uma boca nada simétrica...=)