Esse foi meu post no blog da Foco em Gerações
O tempo passa muito rápido. Cada vez mais arranjamos compromissos e mal paramos em casa. Jantar em família? Nem pensar… Café da manhã num domingo à la “Doriana”? Difícil…
Pais na TV, filhos no computador. Pais chegam cedo e saem cedo. Filhos chegam tarde e saem um pouco mais tarde.
Quando vamos perceber o ritmo das coisas para dar o devido valor ao que pode ser valorizado enquanto que, por incrível que pareça, temos tempo?
Os pais não percebem que seus filhos mudaram e cresceram, o que resulta em desespero. A famosa divergência da realidade versus percepção.
E os filhos? Eu, na correria do dia-a-dia, que mal parava para beijar meu pai ao dormir, vi seu crachá na bancada de casa e mal acreditei… cabelos brancos, rugas e uma expressão cansada. O tempo passou para o meu pai. E eu mal aproveitei o tempo que tinha com ele.
Que bom que ainda há tempo de reverter a situação.
Mas e quando, como no caso do filme, a geração Y deseja ser grande? Quer crescer logo? O que essa precocidade toda pode acarretar no futuro?
Será que depois de crescer rápido como queremos… nos arrependemos? E depois que assumimos pose de adultos e temos que arcar com as responsabilidades, não há decisão que volte no tempo. Só em filme mesmo.
Quem conhecer alguma história, corra pra me contar!
Lud Figueiredo
Tinha. Hoje a razão navega por aí.
Blog que incentiva e valoriza atitude, inspiração, novidades, tendências e peculiaridades por um modo diferente de encarar o que acontece por aí .
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09 junho 2009
O poder da retórica no discurso de um Geração Y
Segue meu novo post no blog Foco em Gerações
Quanto poder tem as crianças de hoje?
Você é daqueles que acha que toda criança é pura e diz a verdade? Que são anjos e presentes divinos?
Bom, pode ser que, até uma certa idade, isso aconteça ou que elas realmente eram assim há algum tempo. Acontece que, com todo o acesso a informação e com toda a liberdade dos tempos modernos (muitas vezes na escola com amigos, pela curiosidade e até pela liberdade concedida pelos pais como forma de recompensa), as crianças e a Geração Y, em geral, estão cada vez mais “adultas”.
A Geração Y tem um envolvimento tão grande com questões de relacionamento, um senso prático tão desenvolvido para tomada de decisões e um super jogo de cintura para inverter a situação que pode não apenas surpreender como também colocar-nos em situações constrangedoras e nos fazer refletir sobre o momento. São questões profundas, traumáticas, obscuras, psicológicas, enfim… diria que as mais difíceis de lidar.
Sabe o que é mais engraçado? É que eu sou da Geração Y. Tenho 24 anos. E já aconteceu comigo… Tive minhas decisões ou inseguranças expostas por minha prima de 12 anos, meu primo de 10 e etc. Já fui questionada pelo fato de não dar o exemplo devido!
Mas, como toda boa Y que se preze, quando era pequena eu era a criança que metia o bedelho em tudo, que propunha o divórcio dos meus pais enquanto eles discutiam na minha frente, que era a psicóloga da minha tia enquanto ela não se ocupava com coisas melhores para pensar.
Será que conforme crescemos restringimos nossas idéias, nos engessamos e nos enquadramos nos padrões da sociedade? Isso faz com que toda a nossa criatividade para arranjar argumentos e soluções vão para o Beleléu?
Nossa, o papo tá bem filosófico, daqui a pouco questiono se foi o ovo que nasceu primeiro (o que eu acho que foi, mas isso dá um outro post). =)
A mensagem é apenas para prestarmos atenção na evolução intelectual da Geração Y. É fato que o mundo conectado de hoje é uma maravilha e uma perdição.
Mas, na minha opinião é ótimo ter “acesso a tudo” e ter abertura para falar com todo o tipo de gente sobre diversos assuntos. É saudável ter repertório, conhecer as coisas, ser curioso. Isso estimula a criatividade, coisa que muita empresa no mercado sente falta (também, bloqueia até msn!!). Além disso, é um movimento inevitável; quem vai conseguir parar a velocidade da informação e a conectividade hoje?
Para quem já é crescidinho, aprenda com a Geração Y. As soluções para nossas dificuldades e as alternativas para os desafios encontraremos quando formos “mente aberta” como as crianças, curiosos e sedentos de informação o tempo todo. É isso que nos forma: conteúdo.
Lud Figueiredo
Quanto poder tem as crianças de hoje?
Você é daqueles que acha que toda criança é pura e diz a verdade? Que são anjos e presentes divinos?
Bom, pode ser que, até uma certa idade, isso aconteça ou que elas realmente eram assim há algum tempo. Acontece que, com todo o acesso a informação e com toda a liberdade dos tempos modernos (muitas vezes na escola com amigos, pela curiosidade e até pela liberdade concedida pelos pais como forma de recompensa), as crianças e a Geração Y, em geral, estão cada vez mais “adultas”.
A Geração Y tem um envolvimento tão grande com questões de relacionamento, um senso prático tão desenvolvido para tomada de decisões e um super jogo de cintura para inverter a situação que pode não apenas surpreender como também colocar-nos em situações constrangedoras e nos fazer refletir sobre o momento. São questões profundas, traumáticas, obscuras, psicológicas, enfim… diria que as mais difíceis de lidar.
Sabe o que é mais engraçado? É que eu sou da Geração Y. Tenho 24 anos. E já aconteceu comigo… Tive minhas decisões ou inseguranças expostas por minha prima de 12 anos, meu primo de 10 e etc. Já fui questionada pelo fato de não dar o exemplo devido!
Mas, como toda boa Y que se preze, quando era pequena eu era a criança que metia o bedelho em tudo, que propunha o divórcio dos meus pais enquanto eles discutiam na minha frente, que era a psicóloga da minha tia enquanto ela não se ocupava com coisas melhores para pensar.
Será que conforme crescemos restringimos nossas idéias, nos engessamos e nos enquadramos nos padrões da sociedade? Isso faz com que toda a nossa criatividade para arranjar argumentos e soluções vão para o Beleléu?
Nossa, o papo tá bem filosófico, daqui a pouco questiono se foi o ovo que nasceu primeiro (o que eu acho que foi, mas isso dá um outro post). =)
A mensagem é apenas para prestarmos atenção na evolução intelectual da Geração Y. É fato que o mundo conectado de hoje é uma maravilha e uma perdição.
Mas, na minha opinião é ótimo ter “acesso a tudo” e ter abertura para falar com todo o tipo de gente sobre diversos assuntos. É saudável ter repertório, conhecer as coisas, ser curioso. Isso estimula a criatividade, coisa que muita empresa no mercado sente falta (também, bloqueia até msn!!). Além disso, é um movimento inevitável; quem vai conseguir parar a velocidade da informação e a conectividade hoje?
Para quem já é crescidinho, aprenda com a Geração Y. As soluções para nossas dificuldades e as alternativas para os desafios encontraremos quando formos “mente aberta” como as crianças, curiosos e sedentos de informação o tempo todo. É isso que nos forma: conteúdo.
Lud Figueiredo
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