Hoje é o lançamento oficial da campanha do Bota pra Fazer, www.botaprafazer.org.br, movimento que promoverá a atitude empreendedora no Brasil.
A campanha conta com Michael Dell, Luiza Helena Trajano, Luiz Seabra, Oskar Metsavat, além do Junior do AfroReggae, Nega Gizza, da Cufa e Rodrigo Baggio, da CDI.
Haverá animações em 3D que abordam as histórias dos 3 porquinhos e do rei Arthur, com novos pontos de vista.
Confira os vídeos em primeira mão no link: www.youtube.com/botaprafazer.
Segue uma palhinha:
Tinha. Hoje a razão navega por aí.
Blog que incentiva e valoriza atitude, inspiração, novidades, tendências e peculiaridades por um modo diferente de encarar o que acontece por aí .
07 outubro 2008
04 outubro 2008
Don´t Vote
Inspirar, informar, conectar, mobilizar. Estes não são valores unicamente do Bota pra Fazer, movimento que iremos inserir no Brasil, mas sim, de qualquer movimento, atitude ou consciencia que é preciso vivenciar e despertar.
Fantástico.
Bjs
26 agosto 2008
Michael Phelps e Kellogg´s - o peso da imagem

Eu já acho que tudo é uma questão de bom senso e equilíbro mas...
Começou com controvérsia o upgrade da carreira publicitária do fenômeno Michael Phelps pós Olimpíada de Pequim.
O astro está sendo malhado nos Estados Unidos depois de estampar as embalagens de Corn Flakes e da variante Frosted Flakes, da Kellogg. Phelps tem sido duramente criticado por entidades ligadas à saúde por encorajar a obesidade, já que o produto é altamente calórico.
MÁ INFLUÊNCIA
As associações acham que Phelps, que é patrocinado também pelo McDonald´s, encoraja as crianças obesas a comerem mais. Um executivo da Children's International Obesity Foundation (CIOF) afirmou que figuras públicas como Michael Phelps exercem grande influência sobre os mais jovens. E puxou a orelha:
- Celebridades devem pensar duas vezes antes de endossar ou encorajar o consumo de qualquer produto que não seja saudável para as crianças, ainda mais se relacionados a obesidade, diabetes e outras condições perigosas.
FONTE: Informe Econômico (Lurdete Ertel)
25 agosto 2008
DENTE POR DENTE - Turma do Bem
Temos muito o que fazer pelo nosso país.
Parabéns Turma do Bem!
Quem quiser conhecer mais sobre a ONG acesse: www.turmadobem.org.br
DON´T BE CRUEL....UHHHHHH
15 agosto 2008
Superação - BOTA PRA FAZER
Recebi estas fotos da Lidinha... O CÃOZINHO NÃO TEM BRAÇO...OK...PATAS DIANTEIRAS! Impossível não compartilhar.
Superação é poder fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos e trabalhar da melhor forma possível independentemente do que pensem ou falem.
É irmos além do que os outros acham que somos capazes.... BOTA PRA FAZER!
Vários exemplos existem, este é apenas mais um!







Superação é poder fazer acontecer com as ferramentas que temos em mãos e trabalhar da melhor forma possível independentemente do que pensem ou falem.
É irmos além do que os outros acham que somos capazes.... BOTA PRA FAZER!
Vários exemplos existem, este é apenas mais um!







13 agosto 2008
Seminário Constelação de Negócios - Curitiba
Este será o maior evento de Bert Hellinger na área empresarial e empreendedora da América Latina. Constelação é um método inovador para o alcance do sucesso, indicado para diagnóstico, projetos e busca de soluções sistêmicas de problemas na sua organização, negócio e carreira. Através da abordagem sistêmica fenomenológica, identifica e soluciona problemas rapidamente, buscando respostas na rede de relações que envolvem os indivíduos e as empresas, representadas em uma configuração espacial do sistema. Este método tem sido aplicado em diversas empresas, entre elas, IBM, BMW, Hewlett-Packard, Mercedes Benz e Alcatel.
Visite o Site: www.constelacaodenegocios.com.br
19 e 20 de agosto – das 10 – 19:00 hrs
Seminário Constelação de Negócios
Palestrantre: Bert Hellinger – Hellinger Scienzia - Alemanha
Local: CIETEP/FIEP .
Realização e Organização: Núcleo de Psicologia Clínica
Informações: 41.30765596 ou 3079 5596 contato@constelacaodenegocios.com.br
Voo 2159 - Lendas de uma noite com a Varig

E o famoso "TUDO ACABA EM PIZZA" volta à tona...
Após um dia de palestrante na 7ª Mostra de Ação Voluntária, em Curitiba, peguei o translado e fui direto ao aeroporto. Pensei em colocar uma roupa mais confortável, mas já estava na fila do check-in e aguentaria a roupa social do trabalho até São Paulo.
Eis que o Vôo da Varig, 2159, Previsto para às 20h50, já estaria com o embarque previsto para às 22h30, devido ao mau tempo que fazia em SP. Vou até um restaurante com novos colegas de vôo da Gife, Fundação Bunge e a Amarribo. Comemos, tomamos Café, vimos TV e passeamos pelo shopping até dar o horário. Qual?
22h30, 23h, 23h30. Durante todo este tempo, passageiros começam um reboliço tremendo, apesar de ter começado tímido, com direito a rodinha, palavrões e insultos aos berros. Isso porque mesmo sabendo que não haveria vôo para nós, e nós termos questionado com antecedência para poder resolver logo a situação e ter um mínimo de descanso, a companhia "segurou" todos os passageiros até 1h30 da manhã.
Não queriam pagar hotel, transporte para o aeroporto e nem algo para comer. Houve descaso com as malas, com os diversos compromissos e situações dos presentes, mas no fim.... ah! No fim tudo acaba em pizza. Com meus outros novos colegas (Band, Banco de Eventos, NEC, nossa são tantos), demos muita risada, nos conhecemos melhor, "rachamos" uma pizza (nada gostosa)para matar a fome e só sei que, lá p/ 3h é que fui dormir. No dia seguinte embarcamos no horário (também, pudera...) e deu até vontade de curtir mais um pouco.
Fui trabalhar direto. Trocamos e-mails e teremos muita história p/ contar do Vôo 2159.
(Sim, eu tenho outra história, da ida, Vôo 2167, Varig também.... desde às 16h30 no aeroporto, fui chegar às 23h em Curitiba. Começou com um passageiro passando mal, tendo que procurar a bagagem para sair. Depois Rodamos várias vezes e voltamos ao início pois havia um problema no trem de pouso. Quinze minutos prometido que viraram 2 horas. Desembarque. Fila GIGANTE p/ café. Mandaram trocar 4 vezes de portão de embarque... Portão 7,... (no 7...)Não! É portão 17 (ao lado de onde estávamos antes)! (após a fila do 17) Aqui é Gol, vocês são no 17!
Acho que chega né? Até eu cansei dessa falta de respeito.
Moral da História: Campanha de marketing verídica: slogan - Varig, mais que voar (é, networking =§).
Bjs LUD FIGUEIREDO
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Marketing,
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01 agosto 2008
BOO! se você é "in": ASSUSTE!
www.talent.com.br/boo/
Pessoal, entrem no link acima e cliquem na placa luminosa de cinema onde está escrito Talent (acima e à esquerda).
Muito boa referência sobre os dias de hoje e as mudanças que ocorrem...
Pessoal, entrem no link acima e cliquem na placa luminosa de cinema onde está escrito Talent (acima e à esquerda).
Muito boa referência sobre os dias de hoje e as mudanças que ocorrem...
31 julho 2008
Conferência das Tipologias - De Times New Roman a Comic Sans
Excelente personificação de fontes!
Os publicitários vão gostar...
Os publicitários vão gostar...
14 julho 2008
Empresas brasileiras devem inovar mais
Em tempos de competição global, países como o Brasil, de extrema criatividade, devem investir mais em inovação dentro das empresas, aproveitando os tempos de estabilidade econômica e crescimento do país. Esta é avaliação do psicólogo Howard Rush, membro do Centro de Pesquisa em Gestão de Inovação (Centrim), da Universidade de Brighton, em Sussex, na Inglaterra. Rush veio ao Brasil especialmente para tratar do tema com empresas brasileiras e tentar ensiná-las a empreender projetos mais eficientes e lucrativos, informou o Jornal do Brasil.
“Nós orientamos as firmas, em especial as pequenas e médias, a desenvolverem produtos e serviços. Muitas vezes, elas, tão preocupadas com problemas do dia a dia, têm dificuldade de pôr em prática grandes idéias”, aconselha o psicólogo.
O empresário Augusto Guimarães, da indústria de alimentos nutricionais Nuteral, vencedor do mesmo prêmio em 2006, por exemplo, apresentou em três anos, 10 inovações.
Fonte:
“Nós orientamos as firmas, em especial as pequenas e médias, a desenvolverem produtos e serviços. Muitas vezes, elas, tão preocupadas com problemas do dia a dia, têm dificuldade de pôr em prática grandes idéias”, aconselha o psicólogo.
O empresário Augusto Guimarães, da indústria de alimentos nutricionais Nuteral, vencedor do mesmo prêmio em 2006, por exemplo, apresentou em três anos, 10 inovações.
Fonte:
09 julho 2008
O Mictório de Duchamp já era. Lembra do Bidê da Vovó?
Seria um desperdício deixar que uma grande artista não revelasse sua veia empreendedora nas artes plásticas. Lucinha (2ª da direita p/ esquerda), muito mais que business partner, é uma das pessoas mais elegantes e finas que conheço. Até que, com a maior finesse, revelou sua irreverência em grande estilo e mostrou que se reinventa a cada dia.
A idéia era transformar o óbvio em algo inusitado. Foram exploradas as 4 necessidades básicas dos seres humanos: bebida, comida, moradia e sexo.
A quinta, é o trabalho, explícita na própria instalação.
Adicione rítmos diversos e teasers como ócio, pão, habitação, tesão.
Confira pessoalmente no Mube, em 2009, na exposição dos formandos de Artes Plásticas da Panamericana de Artes.
Parabéns aos 4 artistas que trouxeram mais 4 utilidades para o mundo da duchinha!!!
Depois de muito comer e beber, a diversão de estende p/ quarto e depois de 9 meses... o resquício de um singelo dia de diversão (momento Lud tentando fazer história com os bidês)!
Deca, se seu faturamento quadruplicar, não será mera coincidência (momento Lud II tentando fazer piada)!
bjs!
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30 junho 2008
Bill Gates na IBM
Era uma vez um garoto que nada tinha de concreto, mas que tudo tinha de sonho grande e atitude...
Quem arrisca a fazer igual?
PS: Se arriscar, lembre-se de cumprir... =)
Quem arrisca a fazer igual?
PS: Se arriscar, lembre-se de cumprir... =)
25 junho 2008
Empreendedorismo na China - do Estatal ao negócio próprio de milhões
Por décadas, os estudantes universitários chineses acalentaram o sonho de trabalhar numa estatal e garantir a segurança da família. Hoje, eles querem ter um negócio e ficar milionários
Yin Mingshan, dono de um dos maiores grupos privados da China: da pobreza absolutaa um faturamento de 1,6 bilhão de dólares
O empresário Yin Mingshan, dono de um dos maiores grupos privados da China, cresceu num país onde cultivar tendências capitalistas era crime punido com prisão. Tornou-se um fora-da-lei aos 13 anos, quando tomou 50 centavos emprestados, comprou um punhado de agulhas e passou a vendê-las de porta em porta. Sete anos depois, o governo lançou seus tentáculos ideológicos sobre Yin, que foi acusado de trair a pátria, julgado e preso — condenado a passar o resto da vida nos campos de reeducação criados por Mao Tsé-tung para desvirtuados como ele. Ficou na cadeia durante as duas décadas em que os desvarios maoístas atingiram seu apogeu. Em 1979, foi avisado de que sua prisão havia sido apenas um mal-entendido. Estava livre. “Somente nesse dia vi que poderia voltar a ser uma pessoa normal”, disse Yin a EXAME na sede do grupo Lifan, hoje um dos maiores fabricantes de motocicletas da China.
Trinta anos depois, as histórias dos primeiros empreendedores são repetidas como mitos de formação dessa nova China. Alguns dos mais bem-sucedidos empresários chineses dessa época começaram do zero absoluto, sem dinheiro ou preparo acadêmico. O ex-presidiário Yin Mingshan fundou a Hongda, sua modesta oficina mecânica, em 1992 (o nome não é coincidência). Tinha nove funcionários e começou a se dedicar com afinco à nobre arte da engenharia reversa (desmontar equipamentos para aprender a montá-los). Logo conseguiu produzir cópias das motos japonesas e vendê-las pela metade do preço. Hoje, aos 70 anos, tem 14 000 funcionários, também faz carros e fatura 1,6 bilhão de dólares por ano. Outros casos de sucesso a partir do nada são famosos. Li Dongsheng vendia fitas magnéticas num fundo de quintal nos anos 80. Hoje é dono da maior fabricante de TVs do mundo, a TCL.
Quando o professor Robert Barro, de Harvard, afirmou que a China era o país mais capitalista do mundo, estava evidentemente fazendo uma provocação. Afinal, o país está muito longe de ter instituições sólidas ou um mercado financeiro sofisticado. Mas quem visita a China hoje vislumbra o fundo de verdade dessa frase. Os chineses estão desesperados para aproveitar a onda de crescimento que transformou o país nos últimos 25 anos. Mais de 400 milhões de chineses deixaram a miséria no período. E essa onda de geração de fartura deu origem a uma classe social que não existia antes: os milionários.
Esse estado mental causou uma mudança na forma com que os chineses encaram o risco. Até os anos 90, os estudantes universitários acalentavam o modesto sonho de trabalhar numa estatal, ter estabilidade e garantir a segurança da família. A enxurrada de exemplos de empreendedores e os anos de crescimento, porém, incendiaram a juventude chinesa, que passou a nutrir sonhos mais ambiciosos. Como os séculos mostram, no capitalismo ganha mais quem arrisca mais — e os chineses, agora, estão dispostos a tentar. “Se camponeses sem instrução alguma conseguiram, minha geração tem obrigação de fazer melhor”, diz Lan Haiwen, um xangainês de 35 anos e dono de três diplomas universitários. Ele largou o emprego de vice-presidente de uma multinacional para arriscar tudo numa produtora de games. Faliu e perdeu o que tinha. Na segunda tentativa, as coisas começaram a melhorar.
Essa atitude é movida também por um imenso otimismo em relação ao futuro. Há, na China, a percepção de que se vive uma era de oportunidades única: é a hora, portanto, de apostar alto.
Fonte: adaptado de Exame
Yin Mingshan, dono de um dos maiores grupos privados da China: da pobreza absolutaa um faturamento de 1,6 bilhão de dólares
O empresário Yin Mingshan, dono de um dos maiores grupos privados da China, cresceu num país onde cultivar tendências capitalistas era crime punido com prisão. Tornou-se um fora-da-lei aos 13 anos, quando tomou 50 centavos emprestados, comprou um punhado de agulhas e passou a vendê-las de porta em porta. Sete anos depois, o governo lançou seus tentáculos ideológicos sobre Yin, que foi acusado de trair a pátria, julgado e preso — condenado a passar o resto da vida nos campos de reeducação criados por Mao Tsé-tung para desvirtuados como ele. Ficou na cadeia durante as duas décadas em que os desvarios maoístas atingiram seu apogeu. Em 1979, foi avisado de que sua prisão havia sido apenas um mal-entendido. Estava livre. “Somente nesse dia vi que poderia voltar a ser uma pessoa normal”, disse Yin a EXAME na sede do grupo Lifan, hoje um dos maiores fabricantes de motocicletas da China.
Trinta anos depois, as histórias dos primeiros empreendedores são repetidas como mitos de formação dessa nova China. Alguns dos mais bem-sucedidos empresários chineses dessa época começaram do zero absoluto, sem dinheiro ou preparo acadêmico. O ex-presidiário Yin Mingshan fundou a Hongda, sua modesta oficina mecânica, em 1992 (o nome não é coincidência). Tinha nove funcionários e começou a se dedicar com afinco à nobre arte da engenharia reversa (desmontar equipamentos para aprender a montá-los). Logo conseguiu produzir cópias das motos japonesas e vendê-las pela metade do preço. Hoje, aos 70 anos, tem 14 000 funcionários, também faz carros e fatura 1,6 bilhão de dólares por ano. Outros casos de sucesso a partir do nada são famosos. Li Dongsheng vendia fitas magnéticas num fundo de quintal nos anos 80. Hoje é dono da maior fabricante de TVs do mundo, a TCL.
Quando o professor Robert Barro, de Harvard, afirmou que a China era o país mais capitalista do mundo, estava evidentemente fazendo uma provocação. Afinal, o país está muito longe de ter instituições sólidas ou um mercado financeiro sofisticado. Mas quem visita a China hoje vislumbra o fundo de verdade dessa frase. Os chineses estão desesperados para aproveitar a onda de crescimento que transformou o país nos últimos 25 anos. Mais de 400 milhões de chineses deixaram a miséria no período. E essa onda de geração de fartura deu origem a uma classe social que não existia antes: os milionários.
Esse estado mental causou uma mudança na forma com que os chineses encaram o risco. Até os anos 90, os estudantes universitários acalentavam o modesto sonho de trabalhar numa estatal, ter estabilidade e garantir a segurança da família. A enxurrada de exemplos de empreendedores e os anos de crescimento, porém, incendiaram a juventude chinesa, que passou a nutrir sonhos mais ambiciosos. Como os séculos mostram, no capitalismo ganha mais quem arrisca mais — e os chineses, agora, estão dispostos a tentar. “Se camponeses sem instrução alguma conseguiram, minha geração tem obrigação de fazer melhor”, diz Lan Haiwen, um xangainês de 35 anos e dono de três diplomas universitários. Ele largou o emprego de vice-presidente de uma multinacional para arriscar tudo numa produtora de games. Faliu e perdeu o que tinha. Na segunda tentativa, as coisas começaram a melhorar.
Essa atitude é movida também por um imenso otimismo em relação ao futuro. Há, na China, a percepção de que se vive uma era de oportunidades única: é a hora, portanto, de apostar alto.
Fonte: adaptado de Exame
06 junho 2008
04 junho 2008
Um Oscar para a inovação no Design
Versão nacional do Idea, concurso de design dos EUA, premia 53
produtos, projeta brasileiros no exterior e traz à tona a discussão
sobre o papel do design na economia
O conceito de design é amplo. Não é artesanato nem arte. Muito menos algo no meio do caminho entre os dois. É conceber um produto ou um processo com preocupações não só estéticas, mas também funcionais e econômicas.
“O que chamou a atenção foi a quantidade de empresas interessadas em participar. Normalmente, os prêmios de design no Brasil despertam interesse só dos profissionais”, afirma Joice Joppert Leal, coordenadora da Objeto Brasil, entidade sem fins lucrativos para promoção do design e representante do prêmio americano no País.
Segundo ela, todos os vencedores concorreram automaticamente ao prêmio nos EUA. Lá, a entrega dos troféus está marcada para 18 de julho. Já se sabe que doze produtos brasileiros serão premiados na disputa mundial. O nome deles ainda é mantido em segredo.
“Os europeus enxergam o design brasileiro há muitos anos, mas nos últimos cinco anos os americanos e o resto do mundo começaram a olhar para a produção daqui com outros olhos”, diz Newton Gama, dono da N Gama Design e que por 26 anos esteve à frente da área de design da Whirlpool, multinacional americana dona da Brastemp.
Mais do que o reconhecimento individual de cada um desses profissionais, o Idea servirá como uma chancela ao design feito no Brasil, diz Lincoln Seragini, que participou do prêmio com duas criações - o Café Octávio, de São Paulo, cuja planta baixa tem o formato de um grão de café, e uma máquina de café de coador para a Universal, empresa de médio porte de Petrópolis (RJ) que estava perdendo bons clientes (padarias, principalmente) porque ainda vendia uma cafeteira antiquada.
Os brasileiros não são estreantes em prêmios internacionais de design. Na década de 70, uma dupla de designers gaúchos, Nelson Ivan Petzold e José Carlos Bornancini, colocou o desenho brasileiro no catálogo de vendas da loja do MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York. O produto? Talheres de camping criados para a empresa Zivi-Hércules, hoje Mundial.
Outros grandes nomes cresceram com a evolução da indústria local, como Freddy Van Camp e Newton Gama na Cônsul, Oswaldo Mellone, que desenhou maçanetas para a Papaiz, e Angela Carvalho, “dona” do ventilador de teto da Singer. Mais recentemente, Guto Índio da Costa, outra referência no assunto, transformou um ventilador de teto, batizado de Spirit, em ícone do design contemporâneo.
A aproximação com o artesanato projetou nomes como o de Renato Imbroisi, que trabalhou com vários tecelões de diversos Estados do Brasil e de Moçambique, na África, Claudia Moreira Salles, que cria móveis sofisticados com detalhes em palha produzidos por artistas do Piauí, e Carla Tenembaum, que aproximou o artesanato das tecnologias de aproveitamento de resíduos industriais.
Ninguém duvida do potencial criativo do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito nessa área. Ao mesmo tempo em que revela um tesouro escondido da maioria dos brasileiros, o prêmio Idea também traz à tona uma discussão importante sobre o papel do design na economia brasileira.
As empresas brasileiras, principalmente as exportadoras, têm uma demanda latente por design. Quando o Brasil começou a exportar de verdade, a partir de 2001, as empresas tinham um cenário razoavelmente confortável. Com o real desvalorizado, era possível ganhar mercado com preço baixo. Experiências mostraram que competir por preço com a China tornou-se praticamente inviável. Muitas empresas brasileiras quebraram no meio do caminho. Outras foram bem-sucedidas justamente porque apostaram em inovação, caso dos chinelos Havaianas e das sandálias Melissa, que levaram para o mundo um autêntico design brasileiro.
Fonte: O Estado de S.P.
produtos, projeta brasileiros no exterior e traz à tona a discussão
sobre o papel do design na economia
O conceito de design é amplo. Não é artesanato nem arte. Muito menos algo no meio do caminho entre os dois. É conceber um produto ou um processo com preocupações não só estéticas, mas também funcionais e econômicas.
“O que chamou a atenção foi a quantidade de empresas interessadas em participar. Normalmente, os prêmios de design no Brasil despertam interesse só dos profissionais”, afirma Joice Joppert Leal, coordenadora da Objeto Brasil, entidade sem fins lucrativos para promoção do design e representante do prêmio americano no País.
Segundo ela, todos os vencedores concorreram automaticamente ao prêmio nos EUA. Lá, a entrega dos troféus está marcada para 18 de julho. Já se sabe que doze produtos brasileiros serão premiados na disputa mundial. O nome deles ainda é mantido em segredo.
“Os europeus enxergam o design brasileiro há muitos anos, mas nos últimos cinco anos os americanos e o resto do mundo começaram a olhar para a produção daqui com outros olhos”, diz Newton Gama, dono da N Gama Design e que por 26 anos esteve à frente da área de design da Whirlpool, multinacional americana dona da Brastemp.
Mais do que o reconhecimento individual de cada um desses profissionais, o Idea servirá como uma chancela ao design feito no Brasil, diz Lincoln Seragini, que participou do prêmio com duas criações - o Café Octávio, de São Paulo, cuja planta baixa tem o formato de um grão de café, e uma máquina de café de coador para a Universal, empresa de médio porte de Petrópolis (RJ) que estava perdendo bons clientes (padarias, principalmente) porque ainda vendia uma cafeteira antiquada.
Os brasileiros não são estreantes em prêmios internacionais de design. Na década de 70, uma dupla de designers gaúchos, Nelson Ivan Petzold e José Carlos Bornancini, colocou o desenho brasileiro no catálogo de vendas da loja do MoMa, o Museu de Arte Moderna de Nova York. O produto? Talheres de camping criados para a empresa Zivi-Hércules, hoje Mundial.
Outros grandes nomes cresceram com a evolução da indústria local, como Freddy Van Camp e Newton Gama na Cônsul, Oswaldo Mellone, que desenhou maçanetas para a Papaiz, e Angela Carvalho, “dona” do ventilador de teto da Singer. Mais recentemente, Guto Índio da Costa, outra referência no assunto, transformou um ventilador de teto, batizado de Spirit, em ícone do design contemporâneo.
A aproximação com o artesanato projetou nomes como o de Renato Imbroisi, que trabalhou com vários tecelões de diversos Estados do Brasil e de Moçambique, na África, Claudia Moreira Salles, que cria móveis sofisticados com detalhes em palha produzidos por artistas do Piauí, e Carla Tenembaum, que aproximou o artesanato das tecnologias de aproveitamento de resíduos industriais.
Ninguém duvida do potencial criativo do Brasil. Mas ainda há muito a ser feito nessa área. Ao mesmo tempo em que revela um tesouro escondido da maioria dos brasileiros, o prêmio Idea também traz à tona uma discussão importante sobre o papel do design na economia brasileira.
As empresas brasileiras, principalmente as exportadoras, têm uma demanda latente por design. Quando o Brasil começou a exportar de verdade, a partir de 2001, as empresas tinham um cenário razoavelmente confortável. Com o real desvalorizado, era possível ganhar mercado com preço baixo. Experiências mostraram que competir por preço com a China tornou-se praticamente inviável. Muitas empresas brasileiras quebraram no meio do caminho. Outras foram bem-sucedidas justamente porque apostaram em inovação, caso dos chinelos Havaianas e das sandálias Melissa, que levaram para o mundo um autêntico design brasileiro.
Fonte: O Estado de S.P.
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